Ó, nobre caro
Para onde fostes?
Meu querido amigo
Te deixei sentir dores
Angustiado a noite pequei
Sob o medo da morte lhe deixei
Não sou mais o mesmo
Não tenho mais a tua companhia
Alegrava a casa com seu olhar
Vivia a me questionar
Um breve som, e emitia toda a sua vontade
E eu pequei, sabendo, no fundo, a verdade
Da verdade que precisavas de mim
E eu me omiti
Que estavas em angustia e no fim
E eu nada vi
Vi mas me acolhi
Para trás das cortinas da vergonha
Para trás do mundo incorreto; ingrato, tolo
Não lhe vi partir
Não estava ao seu lado para lhe seguir
Ó meu caro, angustias deixasse
Mil lagrimas já deixei em seu leito
Mas não a nada que passe
Nem mesmo mais um mundo perfeito
A noite
lhe vi sem respiro
Não há mais horizontes que aspiro
Uma perca nunca me agradou
Mas esta me deixou
Voe alto amigo
Voe! Voe!
Voe para um lugar livre de moléstias
Para a calma da alma
Voe para este lugar melhor
Não posso segui-lo para desculpas pedir
Mas nos veremos logo
Pois um dia todos iremos partir.
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