Procurava teu olhar em todos os olhares
Procurava sua boca em milhares
Procurava tão perto e sem saber
Que procurava por você
Procurava por milhões de vozes
Mas procurava somente a sua ouvir
Procurava seu cheiro em minha vestimenta
Todos os dias sem que antes lamenta
Procurava querendo saber
Onde encontrar o seu rosto
Procurei não sabendo que procurava saber
Que não somos um oposto
Procurava uma definição correta para você
Procurei tanto que acabei por saber
Que nos desencontramos mais uma vez
E pelo universo voltou a correr
Procurei teu olhar a me guiar
Mas cheguei tarde
Você ja tornou a voar
E nem mesmo posso ficar com a saudade
Descobri que se foi pelo meio distante
Te conheci ao saber que se foi
Da forma mais frustante
Com a pior dor
Era a sua voz que eu deveria ter escutado
Essa sua boca que deveria ter beijado
Era seu olhar que deveria ter visto
Era você; eu insisto!
Mas não procurei com a velocidade precisa
Nem sabia que procurava
Ó dor! Ó vida!
Andei pelo outro lado por onde andava!
A garota dos sonhos
A menina meiga e singela
Que sabe ser mulher
Que traz na escuridão a nobre vela
Sabe trazer e sabe escolher o que melhor lhe vier
Mulher quando preciso
Menina quando necessário
Tira d'alma o mais belo sorriso
Como se deixasse de lado o solitário
A garota dos sonhos não deixa dividas de que existe
E está em teus sonhos
Em meus sonhos
E na alegoria de Platão; no mundo das idéias
Viva e cada vez mais
Pela caminhada que faz este nosso universo.
É a garota dos sonhos
A que sonha toda vez que suspira
Uma pena que em algum momento tenhamos que acordar...
Que sabe ser mulher
Que traz na escuridão a nobre vela
Sabe trazer e sabe escolher o que melhor lhe vier
Mulher quando preciso
Menina quando necessário
Tira d'alma o mais belo sorriso
Como se deixasse de lado o solitário
A garota dos sonhos não deixa dividas de que existe
E está em teus sonhos
Em meus sonhos
E na alegoria de Platão; no mundo das idéias
Viva e cada vez mais
Pela caminhada que faz este nosso universo.
É a garota dos sonhos
A que sonha toda vez que suspira
Uma pena que em algum momento tenhamos que acordar...
Borboleta do Oposto
Seu rosto foi desenhado por uma ferramenta única
E lapidado
pela sabedoria de todos os Deuses do Monte Olimpo;
Transparecendo também
consigo todos os sentimentos túrbidos que te assustam e lhe fazem seguir por
rumos incertos,
Guiada pela incerteza do amanhã e pela incompreensão do hoje.
A ti um sentimento incontrolável de uma paixão feroz
Que dos ventos se faz o mais imponente
Mais astuto e mais veloz
Como a explicação da vida que se faz
Ao homem que se traz
Não tento explicar com palavras esta paixão
Tendo a demonstrar sem medo do amanhã ou do arpão
Traduz tua imaginação e teus atos a mim
e te compreenderei sem temer
Não farei da vida um simples início de fim
Mas a um sentimento impecável jamais irá esquecer.
Borboleta do oposto
Com um voar singelo e leve
Com sua beleza impecável aos olhos de um pobre mortal
Mas incompreensível
por seres tão perfeita quase vives entre as divindades
Talvez você seja o oposto
Do oposto da razão
Talvez você seja uma simples borboleta vinda da divindade
Pronta a voar pela vasta incompreensão
Um bom juiz de alma - A República, do mestre Platão
"[...] um bom juiz não deve ser jovem, mas de idade madura, que só tardiamente tenha aprendido o que é injustiça, em vez de tê-la conhecido como um vício inato em sua alma, e deve tê-la estudado longamente nos outros como uma paixão de outrem e graças a isso compreenda a natureza do vício por meio da ciência adquirida e não pela experiência pessoal.
[...] o homem sagaz e suspeito, aquele que cometeu muitas injustiças e se julga esperto e sábio,[...]quando, porém, depara-se com pessoas honestas e mais velhas, se revela um incapaz, porque desconfia sem razão e desconhece a honestidade, da qual não possui o modelo dentro de si."
Trechos do livro A República, do mestre Platão. Todos os créditos a Editora Escala. Tradução: Ciro Mioranza.
[...] o homem sagaz e suspeito, aquele que cometeu muitas injustiças e se julga esperto e sábio,[...]quando, porém, depara-se com pessoas honestas e mais velhas, se revela um incapaz, porque desconfia sem razão e desconhece a honestidade, da qual não possui o modelo dentro de si."
Trechos do livro A República, do mestre Platão. Todos os créditos a Editora Escala. Tradução: Ciro Mioranza.
Vou deixa-te para me deixar
Muito me custou pra
obter esta permissão
Muito lutei para
desiludir meu coração
Que hoje entende a
diferença
Entre o amor e seu fim
e por isso a sentença
Cansei-me e a alma
também
Por isso vou deixá-la
ir
Sim; desisto de ter-te
Sem me querer alem
Não tenho mais motivos
E quando ainda os
tivesse
Você estaria em outros
ou fingindo compromissos
Por isso esta noite é
que se eu soubesse
Vou me libertar então
Estarei ao fim da tua
escuridão
Lutei mas hoje não há
mais razão
Nem nada que possa se
impor nesta situação
Adeus enfim
Adeus por mim
Estaremos de volta há
milênios
Pois é assim o nosso
destino
Por mais que querermos
Assim; e somente assim
o será
Pensamento entorpecente
Que de nada se faça
tudo
E que do fim o
infinito
Do tempo estranho e
obscuro
Á uma imagem de um ser
seguro
Da vida surjam pacifistas
Ao invés de nazistas
Que se faça a graça do
senhor
Sem a importância do
pecador
Que me falas a voz da
loucura
E que escute a minha
genuína desenvoltura
Que creia; que idolatre as idéias
Pertinentes idéias
Que luz é esta?
Apagues tais
pertinências
De nada adianta tais
idolatrias aonde esta para ir
Sei que temes; mas teu
medo nem compreende o por vir
Da luz saia a verdade
Sem mais contravenções
Que tudo se
contrabalance
No mais singelo do
romance
Sonhos hão de
continuar sendo esperanças
E que a vida seja
repleta de crianças
Sem desperdício da
vida
Sem ida nem saída
O último dia
Frases não ditas
Sonhos que não possuem
qualquer fundamento
Estar sozinho e estar
feliz
Não possui sentido e
muito menos momento
Quando a alma lembra
da pessoa amada
Não tem erro
É choro na certa
Mas quando ela resolve
dizer para deixar a boca calada
Bem quando a sua outra
parte da vida fica diante de você
Nada mais se entende
E então tudo começa a
se desfazer
Não sei por que
Não sei o que
Mas algo foi acontecer
E tão rápido que eu
quase não pude ver
Estou prestes a fazer
um acerto
Mas também próximo de
fazer um ultimo erro se me der no coração um aperto
Não posso negar
É uma grande decisão
Mas também não posso
negar
Que pode ser o ultimo
erro do meu coração
O tempo não ira voltar
Assim como nunca
voltou
E hoje mais do que
nunca se eu errar
Ficarei para sempre
onde estou...
O fim...
O fim; o inevitável
fim
O fim de tudo
Do bom e do ruim
De tudo
O fim do que teve
inicio
O fim do fim
Querer ou não querer
Lançar-se num
precipício
Sol ou lua
Fim do tempo
Da seca e da chuva
Fim do ser ao relento
Do amor também
O fim de perto e além
Fim da crença
Da paz e da desavença
Fim da luz
E da escuridão
Fim da realidade
Fim do irreal
Fim da vontade
Fim do mortal
Fim do dom e da
amargura
Fim do amor e da
ternura
Fim
Noite Tenebrosa
De dia vejo o sol
De noite a lua
De dia não saio sob o
sol
E à noite vago pela
rua
Desde sempre sonho
Desde nunca proponho
E agora me perder
parece fazer sentido
Ou será que já estou
perdido?
A lua que brilhava nem
me olha agora
Um nevoeiro nebuloso aqui
me apavora
E uma vaga lembrança
Não sei se me
atormenta ou me dá esperança
Fica aqui em minha
mente
Fazendo eu crer que um
dia será o presente
Estou tão longe de
onde eu gostaria
Estou tão perto de
onde jamais queria
O pior é que é verdade
tudo que eu sinto
Não sei se não dei
valor, mas estou triste não minto...
Já é tarde, vou voltar...
Espere, aonde fui
parar?
Que lugar estranho é
esse?
Que folhas são essas?
Onde estão todos?
Já sei; mais uma vez
estou só
E não sei se é pior
Saber que estou perdido
e vou me encontrar
Ou saber que isso não
é um sonho e eu jamais vou acordar...
Nada importa se há tempo
Sabe-se que o tempo é pecador
E não perdoa
Traga felicidade ou dor
Esteja você no céu ou numa proa
Não importa se você fez o impossível
Fez o que gostaria de falar e gritar para o mundo
O tempo é desprezível
E torna tudo raso antes profundo
Não importa se hoje você encontrou
O amor de sua vida
Amanhã tudo passou
E você já quase que esta em outra saída
Não importa se hoje sua noite foi inesquecível
Você voltou para casa como sempre
E como toda vez esquecível
Ate pareceu estar contente
Não importa se tudo está simplesmente perfeito
Seus amigos sumirão como o vento
E deixarão de existir no seu conceito
E de novo estará contigo o tempo
Não importa se você fez tudo certo
Ficara com tua alma
Sem ninguém por perto
Somente a tua calma
Não importa se você leu e acreditou
De ti o tempo ate mesmo a importância tomou...
Coisas da vida
Quando a vida passar
Eu vou entender
O que muitas vezes pude pensar
Mas acabei por esquecer
Como é lindo o pôr do sol ao lado de alguém
E como é triste o mesmo lugar sem ninguém
Como a vida é tão bela mesmo se chover
Mas às vezes tão feia mesmo com um sol verão
Quando não existe mais motivação para algo fazer
Estarei sentado em uma simples pedra no meio do nada
Mas rindo muito com alguém que me faça sentir
Algo que eu não posso explicar
Estarei sentado sobre as areias da praia mais bela
Triste e querendo sumir
Sentindo algo que eu gostaria que fosse acabar
Não é saudade
Mas também não é vontade
É algo mais
Algo maior que tudo que alguém me faz
Algo que parece ser maior até mesmo que um sonho
Por que só me aparece quando estou acordado
Sim; nos pensamentos!
Há se eu pudesse os reproduzir
Tudo seria bem mais fácil de sentir
Mas talvez terminasse rápido; como uma paixão
E deixaria seqüelas para a eternidade
Como a solidão...
Algumas perguntas minhas
Por que a dor de
perder
É bem maior que a
alegria de ganhar?
Por que palavras
tornam a existir
Quando não se tem mais
a quem se falar?
Por quem o tempo passa
Bem mais depressa
quando estamos felizes
E fica estagnado
parecendo uma eternidade
Quando estamos
infelizes?
Por que nossos grandes
amigos
São os que mais têm a
capacidade de nos ferir?
Por que uma lágrima de
dor é bem fácil de sair
Do que um grande
sorriso entrar?
Por que amar é tão
fácil
E ser amado às vezes
torna complicado?
Por que feridas de
saudades doem bem mais
Do que feridas de
verdade?
Por que nada volta
Mesmo que este seja o
pior momento?
Por que às vezes tudo
se revolta
E se transforma em um
grande tormento?
Por que as pessoas que
amamos nos deixam tão cedo
Sem que ainda tenhamos
tudo dito a elas?
Por que o tempo passa?
E o pior; por que crescemos?
Virtude Original: Reflexão
"Tudo que passamos, se valeu à pena ou não; passou, se
foi. Ver-se as fotografias, não há nada, somente lembranças de um passado que
se eternizará."
"Tenho
simplesmente pena daqueles em que julgam o mundo por um único prisma; opaco,
imutável e tolo."
"Precisamos rever nossos amigos, aqueles que esquecemos
e que ficaram no tempo; pois o tempo se vai, e quando tudo aqui se for, não
restará mais tempo nem angústia alguma."
Tempo sereno
" Quando tudo termina, fica aquela sensação incômoda de
que lhe falta algo. São momentos da vida onde somos postos à prova de nossos
próprios sentimentos.
Não é egoísmo querer para si; mas muitas vezes temos que
parar de persistir no erro. É grande a dor, a caminhada não é serena, o vale é
turvo, à noite não traz luz.
São momentos assim, de curvalidade e obscuridade; de tormento
emocional que singelamente fazem do menininho um homem; e a garotinha se tornar
uma mulher. Devemos seguir; a vida segue, o tempo passa, a vida vive!"
Caro luz (Parla!)
Ó, nobre caro
Para onde fostes?
Meu querido amigo
Te deixei sentir dores
Angustiado a noite pequei
Sob o medo da morte lhe deixei
Não sou mais o mesmo
Não tenho mais a tua companhia
Alegrava a casa com seu olhar
Vivia a me questionar
Um breve som, e emitia toda a sua vontade
E eu pequei, sabendo, no fundo, a verdade
Da verdade que precisavas de mim
E eu me omiti
Que estavas em angustia e no fim
E eu nada vi
Vi mas me acolhi
Para trás das cortinas da vergonha
Para trás do mundo incorreto; ingrato, tolo
Não lhe vi partir
Não estava ao seu lado para lhe seguir
Ó meu caro, angustias deixasse
Mil lagrimas já deixei em seu leito
Mas não a nada que passe
Nem mesmo mais um mundo perfeito
A noite
lhe vi sem respiro
Não há mais horizontes que aspiro
Uma perca nunca me agradou
Mas esta me deixou
Voe alto amigo
Voe! Voe!
Voe para um lugar livre de moléstias
Para a calma da alma
Voe para este lugar melhor
Não posso segui-lo para desculpas pedir
Mas nos veremos logo
Pois um dia todos iremos partir.
Quando o dia nascer
Eu sempre estive aqui
Muitos rostos e
memórias felizes
Muitas almas a partir
Muitos erros e
diretrizes
Eu acordo de manhã
Meu olhar não encontra
mais nada
Onde todos foram
Onde para essa
estrada?
Quando o dia nascer
Eu estarei tão triste
Porque algo se foi
Fugiu de mim
E a dor ainda persiste
Mas eu sei
Que estarei perto de
você
Quando eu sentir falta
E o dia nascer...
A pena do amor
Teu olhar me domina
Me instiga
Como força retiro dele a vontade
De viver; de sonhar
Não vejo alem de ti
Tua imagem me cega, me domina
Fogo ardente sonho penoso
Astuto o que não se deixa cair
E foge como um lobo
Como esquecer a composição
harmônica
De teu som encontrando o meu som
De tua boca caindo sobre a minha
De seu cabelo me encontrando
De nossos corpos se abraçando
A famosa contradição de amor e
paixão
A mais pura melodia da natureza
Da corda de um instrumento a mais
bela afinação
De um sentimento que só traz
consigo a incerteza
Fujas de mim
Pois nada será eterno
Mas me deixe olhar teus olhos mais uma vez
A última vez
Antes que fuja e perca a lucidez
Mas se não fugir
Se perder a razão e tomar sua coragem
E resolver me enfrentar e este sentimento sentir
Digo-lhe que começa a contagem
Condenarei-te a pena mais severa que meu coração poderá te
dar
Aquela que estive guardando a mais de mil chaves
E vou abrir as sete grades de ouro
E a punição se libertará
Serás condenada a todo o meu amor suportar
Amor rebelde e verdadeiro; voraz e dominador da verdade
A pena do amor somente outro amor pode controlar
Caso contrário se perderá para toda eternidade
Virtude Original: Reflexão
“Cruza suas pernas ao invés de teus braços; se pretendes
correr atrás de teus sonhos mas não tens coragem o suficiente para agarrá-lo”
Apenas Sinto
Sinto
por dizer
Palavras
voadas que podem se opor
Sinto
por mostrar
Que
bons sentimentos podem trazer dor
Sinto
por ser tão cruel em apenas um olhar
Jamais
pensei que causaria e que iria nos perder
Mistério;
a vida é; como sempre será
Destino,
caminho, cada qual sabe e pensará
Oportunidade
todos sabem ver
Poucos
são valentes em se prender
Viver
não possui manual e quão difícil seria lê-lo
Sinto
por ter um momento que te faz perder os sentido e a direção
Sinto
por dizer não compreendê-lo
Mesmo
estando agindo com a razão
O
relógio marca a hora da saída
Sinto
por não poder ficar
O
mundo pede a nossa partida
Sinto
por não poder mais ver seu olhar
Vou
lembrar enquanto caminhar
Ver
a sombra escondida em minha alma
Me
forçando a recordar
Me
fazendo perder a calma.
Mas
por onde eu caminharei
É
longínquo; estreito e perigoso
Espero
poder escutar sua voz ao vento
Mas
não posso lhe deixar seguir-me
Não
por este vale penoso
Sua
ilação sobre meu ser me assusta; errônea
Mas
sei que entenderá, quando o tempo a tudo curar
Sinto,
realmente eu sinto.
Quisera eu
Quisera eu acordar em teus braços por entre as nuvens
Poder olhar a chuva que se aproxima do alto
E poder tocar seus braços que me asseguram
E aos poucos tem o caminho de me deixar mais calmo
Quisera eu parar de chorar e soluçar
Por quando estou indo te encontrar
Falei que descobriria esta forma de viver
Agora sabes do que sou capaz de fazer
Quisera eu poder voar como tu voas
E ate alcançar a todo momento
Quisera eu saber das novas boas
Antes que surja em mim mais um lamento
Quisera eu poder tocar o céu
E trazer para perto de ti o sol a iluminar
Quisera eu poder estar aí de verdade
Sem ao fim precisar acordar.
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